Como foi o Detail Land: dois dias nos pavilhões de Jundiaí com a estética automotiva do Brasil
Pavilhões em Jundiaí, estandes, demonstrações, reencontros e podcast de última hora: como é ir ao Detail Land e dicas para ir pela primeira vez.
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O Detail Land acontece nos pavilhões do parque de eventos de Jundiaí, no interior de São Paulo, e virou parada obrigatória no calendário da estética automotiva. O evento foi criado com um objetivo que eu assino embaixo: valorizar a mão de obra de quem trabalha com estética no Brasil. Aqui conto como foram os nossos dois dias por lá.
Chegando
Sábado de manhã, câmera ligada, e a primeira impressão é o tamanho: são pavilhões inteiros. E nada ali está por acaso. Você entra pelo meio, a área de compras fica separada, a alimentação também. Na feira americana de Las Vegas, eu tinha visto o organizador do Detail Land anotando como os pavilhões conduziam o visitante. Dá para sentir isso aqui.
É a mesma coisa que eu prego para quem tem estética: conduzir a experiência do cliente, do café à entrega.
No estande
Passei a maior parte do tempo no estande da Nasiol, com a politriz na mão. A dúvida mais comum era sobre o composto que “faz pó”. Quase sempre é rotação demais: a peça esquenta e o produto perde a lubrificação. A solução é baixar a rotação e trabalhar com pressão. Contei a demonstração inteira em Detail Land 2025: polimento produtivo e retoque de couro.
Também tirei um tempo para rodar os estandes. Num deles, a novidade era para quem pinta couro: um sistema em que você coloca ano e modelo do carro e já recebe o código da cor de fábrica, com muitas cores prontas para uso. Para quem está começando no couro, isso tira metade do medo do acerto de cor.
Os corredores
Evento é reencontro. Gente que a gente só vê uma vez por ano, alunos do curso online que conhecemos pessoalmente e muitos profissionais que acompanham o canal.
As conversas mais legais vieram de alunos. Um deles contou da primeira pintura depois do curso: abriu olho de peixe. Rimos juntos, porque quem pinta há 28 anos também erra. Ele tinha ficado em dúvida entre aprender pintura ou PPF e escolheu pintura porque, na região dele, é o que o cliente mais procura. O conselho que dei vale para todo mundo: comece pequeno, um canto de para-choque, uma roda, e vá crescendo.
Outro profissional, que trabalha com caminhões, contou que está bombando com pintura e customização de caminhão porque quase ninguém faz. É um mercado que eu não domino, e foi ótimo ouvir.
Um podcast de última hora
O nosso podcast quase nunca é combinado, e o Detail Land não foi diferente. Entre um estande e outro, sentamos com o Wolney, um dos diretores da Nasiol no Brasil, para falar de importação, de teste de produto no clima tropical e do mito de que importar é coisa só de empresa grande: Wolney, da Nasiol, no Detail Land.
Os bastidores
Nem tudo é técnica. Teve o colega que levou um drone caríssimo, voou longe demais e viu a bateria acabar no meio do caminho. Teve a fila do cachorro-quente, com direito a crítica sincera de quem estava na frente. E teve muita risada no fim do primeiro dia, já pensando no conteúdo do segundo.
Dicas para a sua primeira vez
- Reserve a hospedagem cedo. Jundiaí fica perto de São Paulo e de Campinas, e na semana do evento a procura sobe.
- Planeje o roteiro pelos pavilhões: veja antes quais marcas e demonstrações você quer acompanhar.
- Deixe a área de compras para o fim, quando você já viu tudo e sabe o que realmente vale a pena levar.
- Pare nas demonstrações e pergunte. É raro ter fabricante e técnico disponíveis para tirar dúvida ao mesmo tempo.
- Converse com quem você só conhece pela internet. Muita parceria começa num corredor.
Vale a pena?
Vale. Em dois dias você vê técnica, conhece produto, encontra quem vive o mesmo dia a dia e volta com ideia nova para o estúdio. Se quiser comparar com o maior evento do Sul, conto também como foi o Speedway Detailers. Nos vemos na próxima edição.



