Wolney, da Nasiol, no Detail Land: como um produto importado chega à sua estética

No Detail Land, com um dos diretores da Nasiol: o trabalho de importação, testar o produto no clima tropical e o mito de que importar é só para grande.

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Este podcast saiu de última hora, nos pavilhões do Detail Land, em Jundiaí. Sem roteiro, sem combinar nada. O convidado foi o Wolney, de Florianópolis, um dos diretores da Nasiol no Brasil, a marca turca de nanoproteção da qual sou técnico.

Quem traz o produto

O “DNA” dele é comércio exterior: trabalha com importação desde 2008 e entrou na Nasiol há uns dez anos. A empresa de trading dele importa de tudo: produtos de nanotecnologia, peças, equipamentos médico-hospitalares, materiais de construção. Ele gosta justamente disso: nunca trabalha com um produto só.

Para quem é da estética, o ponto interessante é o caminho que um produto faz até chegar à sua prateleira.

Importar não é só trazer

Muita gente imagina que basta importar. Não é assim:

  • O produto precisa ser testado no mercado brasileiro, que é tropical: calor, umidade, sol forte. Tem produto que fica um, dois anos sendo avaliado em estéticas antes de ser lançado aqui.
  • É preciso ver se o preço será competitivo e se o mercado vai aceitar.
  • Os produtos dessa linha vêm 100% importados, sem envase no Brasil: é o mesmo produto vendido na Turquia ou nos Estados Unidos.

O papel dele, como diretor, é estratégia e direção. O “como” depende de achar gente competente que entenda do mercado: gerente, vendedor, técnico. E isso, como em qualquer estética, é o mais difícil. O nosso mercado ainda é novo no Brasil.

Contei como foi a visita à sede da fabricante em uma semana na Turquia.

O mito de que importar é para grande empresa

Muito empresário acha que precisa de centenas de milhares de reais para importar. Não necessariamente: existem formas corretas de importar como pessoa jurídica, com planejamento tributário e benefícios fiscais de alguns estados. Ele já desenvolveu na China produtos com marca própria para empresas do setor, como borrifadores, começando com lotes pequenos.

Duas ressalvas que ele fez:

  • Marcas que já têm importador oficial no Brasil não podem ser importadas por qualquer um.
  • “Vou para a China procurar”: sem contatos, você gasta dinheiro e não encontra o que quer. Quem tem gente lá sabe distinguir o fornecedor bom do ruim.

O evento como experiência

Uma curiosidade: na SEMA, em Las Vegas, vi o organizador do Detail Land anotando como a feira conduz o visitante pelos pavilhões. Aqui é a mesma ideia: você entra pelo meio, a área de compras fica separada, a alimentação também. Tudo pensado. É o que a gente prega na estética: conduzir a experiência do cliente, do café à entrega. Leia café fecha negócios.

O que levar deste vídeo

  • Produto importado sério passa por teste no clima brasileiro antes do lançamento.
  • O mercado de estética no Brasil ainda é novo: gente competente é o gargalo.
  • Importar pode ser viável para empresas menores, com planejamento e parceiros certos.
  • Bons eventos, como boas estéticas, conduzem a experiência.

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