Augusto Carbonera e o Speedway Detailer: um evento de portas abertas para o mercado
Com o idealizador do Speedway Detailer: como nasceu o maior evento de estética do Sul, por que crescer sem pisar em ninguém e seguidor que consome.
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O Augusto Carbonera mandou mensagem avisando que estava em Porto Alegre e vinha tomar um café. Eu disse: então vamos gravar. No meio de um curso de reparação, com os alunos preparando um carro ao lado, sentamos para falar do evento que ele criou, o Speedway Detailer, em Balneário Camboriú.
Um evento montado em 40 dias
A primeira edição, em 2019, foi montada em 40 dias e já foi um sucesso. Veio a pandemia, o evento parou e voltou em 2023. Desde então, cada edição cresce. Eu estive em todas, palestrando.
O jeito de crescer, nas palavras dele, é simples: pegar o que deu errado e corrigir na próxima. É o mesmo que eu digo para quem abre uma estética.
O evento reúne palestras (inclusive sobre mentalidade), Training Day, superesportivos expostos, fabricantes, distribuidores e até campeonato de PPF. Para o Sul, que não tinha um evento desse porte, fez diferença. E Balneário, fora da temporada, tem hospedagem acessível: reservando com antecedência, dá para ir sem gastar uma fortuna.
Contei os bastidores de uma edição em Speedway Detailers 2026.
Não preciso pisar em ninguém para crescer
Essa é a bandeira que eu levantei na conversa. Sou técnico da Nasiol há anos, mas uso produto de outras marcas quando ele resolve algo que a minha não tem. Já participei de treinamento na “casa” de uma marca concorrente e foi um dos melhores que fiz. Os donos das marcas, inclusive, são amigos e se cumprimentam no aniversário um do outro.
O Augusto completou com uma frase que eu gostei: quem já alcançou o sucesso te trata bem; quem precisa pisar nos outros ainda não chegou lá.
O Speedway, segundo ele, é portas abertas: organizadores de outros eventos do país foram convidados pessoalmente e receberam espaço gratuito para divulgar os deles. O mercado precisa se nivelar por cima.
Muito seguidor ou seguidor que consome?
A gente comentou como vídeo de briga ou de destruição tem muito mais visualização do que um polimento técnico bem explicado. Faz parte do ser humano: todo mundo para para olhar um acidente.
Mas vale a pena? Eu prefiro poucos seguidores que consomem o meu conteúdo e o meu serviço do que cem mil que não fazem diferença no meu negócio. Discussão de ideias é saudável. Já passei 12 dias em Las Vegas dividindo quarto com um amigo que defende outra marca: discutimos o tempo todo e seguimos amigos.
Mostrar ao vivo
Um convite que deixamos para quem produz conteúdo: vá aos eventos. Converse com quem te segue e demonstre a técnica ao vivo, num carro de uso diário, não num esportivo perfeito. No vídeo, com edição, tudo fica bonito. Na frente de 40 profissionais com décadas de experiência, só a técnica segura.
No exterior, quem aparece na TV vai aos eventos, tira foto e conversa com o público. É isso que aproxima as pessoas do mercado.
Reconheça quem te ensinou
Por fim, falamos de quem construiu o detalhamento no Brasil e muitas vezes é pouco lembrado. O Sol, da Redentora, padrinho do evento, me ensinou a editar vídeo e pensar cardápio (falei disso no podcast com o Sol).
E o conselho do Augusto: não espere retorno de quem você ajudou. Faça porque é certo.
O que levar deste vídeo
- Evento, como estética, cresce corrigindo o erro da edição anterior.
- Use o melhor produto para cada caso, sem falar mal de outras marcas.
- Seguidor que consome vale mais do que visualização de treta.
- Quem ensina na internet deveria demonstrar ao vivo.
- Reconheça quem te ensinou, e ajude sem esperar retorno.



