R$ 110 mil a mais no primeiro ano: como o Dionatan saiu do céu aberto para um pavilhão de 800 m²

O Dionatan polia caminhão e mandava a pintura para outro profissional. Com o Repara Fast, faturou R$ 110 mil a mais no primeiro ano só com pintura.

Pintura e reparo rápidoHistórias de alunos

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Eu fui visitar o Dionatan no espaço novo dele. Quando cheguei, ele estava no pátio dando orçamento para um caminhoneiro. Já tinha alugado o segundo pavilhão e estava de olho no terceiro.

Ele fez o Repara Fast há dois anos, na época da enchente aqui no Rio Grande do Sul. Eu nem lembrava. O que ele me contou nessa visita é a história mais completa que eu já ouvi sobre o que acontece quando alguém de estética passa a pintar.

O serviço que ele mandava embora

Antes do curso, o forte do Dionatan era polimento de caminhão. Ele chegou a ter sete funcionários e fazia três polimentos de cabine por dia. O problema aparecia sempre na mesma pergunta do cliente:

Daí o cara dizia assim para mim: “Mas tu consegue pintar meu para-choque?” Pior que a parte de pintura eu não consigo. E aquilo me doía no coração. — Dionatan

Quando o serviço de carro pedia pintura, ele desmontava os para-choques, amarrava no rack da Parati e levava até um chapeador em outra cidade. Enquanto o outro pintava, ele polia. Depois voltava para buscar, torcendo para não dar problema.

Repara nisso: o cliente era dele, o carro estava no box dele, e uma parte do dinheiro ia para outro lugar. É exatamente o cenário que eu vejo em quase toda estética.

Domingo o certificado, segunda o primeiro caminhão

Ele viu um vídeo meu, começou a acompanhar e entendeu que não precisava abrir uma funilaria. Precisava de um serviço para agregar ao que já fazia, para não deixar o cliente ir embora.

Eu fiz o curso no domingo, peguei o certificado, na segunda-feira eu fechei o primeiro caminhão. Fechei em R$ 3.900: a pintura do para-choque e os estribos. — Dionatan

No primeiro serviço, ele já tinha pago o curso. E o resultado do primeiro ano:

No primeiro ano eu faturei R$ 110 mil a mais. Só a parte de pintura. — Dionatan

Dá entre R$ 10 mil e R$ 12 mil por mês que antes ficavam com outro profissional.

Começou pintando a céu aberto

Muita gente acha que precisa de cabine pressurizada para começar com reparo rápido. O Dionatan começou pintando a céu aberto, em São Sebastião do Caí. No inverno, esperava dar 10, 11 horas da manhã para o zinco parar de pingar e a névoa da geada baixar. Só então pintava.

Hoje ele tem cabine. Mas não começou com ela. Quando você tem informação técnica, você se adapta às condições que tem.

Também não foi uma linha reta. Ele teve uma fase difícil, chegou a pensar em desistir e foi prestar serviço para outras oficinas com um reboque no carro. Os próprios clientes pediram para ele não parar. Ele alugou um pavilhão e lotou em duas semanas. Foi para um maior, lotou de novo. Hoje são 800 m² e, na semana anterior à minha visita, nove caminhões tinham entrado no outro pavilhão só para pintura.

Caminhão: o mercado que quase ninguém atende

Essa parte me ensinou uma coisa. Eu pinto carro. O Dionatan pegou as mesmas técnicas de pintura fast e levou para caminhão, um mercado que eu não domino.

A lógica é forte: o caminhoneiro não pode parar. Ele precisa deixar segunda e pegar terça. E caminhão roda mil quilômetros por dia, então a frente pipoca de pedra rápido. Tem cliente que repinta a frente toda a cada três meses.

O orçamento acompanha o tamanho do veículo. Uma cabine completa, desmontada, fica na casa de R$ 15 mil. Com o implemento, perto de R$ 22 mil. Como ele mesmo disse, num caminhão de um milhão você não cobra R$ 500 por peça. Você cobra pelo serviço.

E a técnica é a mesma. Como a gente conversou num churrasco: pintar aquele pedaço de ferro ou pintar um para-choque é a mesma coisa.

A conta que ninguém faz

No carro, o Dionatan cobra em média R$ 800 por peça. No dia em que eu fui, tinha um carro com quatro peças pintadas, preparadas e pintadas em dois dias. Mais R$ 600 de polimento, feito em meia tarde.

Compare com o que ele fazia antes: uma semana inteira lixando e vitrificando um carro preto para ganhar R$ 2 mil.

Ele me contou a conversa que teve com o sobrinho, que também tem estética. O guri estava polindo e vitrificando um carro e deixou passar um raladinho no canto do para-choque.

Tu sabia que esse cantinho tu consegue cobrar no mínimo R$ 600 para fazer, gastando R$ 200 de material? Em duas horas eu faço com a técnica do Repara Fast. — Dionatan

E tem a conta de quem sai da CLT para abrir a própria estética. O Dionatan foi direto: quem trabalha para si precisa faturar no mínimo R$ 15 mil por mês, ou seja, uns R$ 800 por dia. Só de imposto, ele paga perto de 9% do que fatura. Quem pega dois, três carros de polimento por semana acha que está ganhando R$ 10 mil por mês e, no fim, não sobra quase nada.

É o que eu chamo de conta de padeiro: se você fatura R$ 800 por dia, com as técnicas de reparo fast dá para fazer R$ 2.400 com o mesmo cliente que já está no seu box.

Estética virou centro automotivo

Uma mudança pequena que fez diferença: ele trocou o nome de “estética automotiva” para “centro automotivo”. O cliente não sabe direito o que uma estética faz. Um centro automotivo lida com carro e com caminhão, e isso muda como o cliente enxerga o serviço.

Ninguém faz o serviço por você

O Dionatan é o primeiro a dizer que curso não faz milagre:

O cara comprar o curso, fazer o curso e achar que o dinheiro vai cair do céu, esquece. É trabalhar e baixar a cabeça. Às vezes vai dar errado, tu vai ter que repintar. — Dionatan

O que ele valoriza é o suporte. Quando trocou a linha de tintas que usava, mandou mensagem e teve resposta. No grupo dos alunos, ele também compartilha o que aprende, como a ligação de ar com volta e sangrador para segurar a umidade da linha, coisa essencial aqui no Sul.

O que fica dessa história

  • O cliente que pede pintura e você manda para outro lugar é dinheiro que sai do seu box, e muitas vezes junto com o polimento.
  • Não precisa de estrutura grande para começar com pintura rápida. Precisa de técnica e de adaptação.
  • A mesma técnica serve para carro, moto e caminhão. O que muda é o tamanho do orçamento.
  • Faça a conta do seu dia. Se ela não fecha só com estética, o reparo rápido é o serviço que fecha.

O recado final dele foi este:

A única coisa que ninguém pode tirar de vocês é o conhecimento. Se vocês não tiverem um serviço que supra a necessidade do cliente, vão deixar muito dinheiro na mesa. — Dionatan

Eu não vim para a internet vender sonho. Vim mostrar alunos reais, que pegaram as técnicas e colocaram a mão na massa. O Dionatan é um deles.

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