Douglas Mattos: gestão de estética, processo enxuto e uma planilha que você usa de verdade
Podcast relâmpago com o Douglas Mattos: por que técnica sem gestão quebra a estética, um produto para vários usos e o carro de um dia que paga mais.
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O Douglas passou no estúdio para gravar a chamada de um curso de estética que fizemos juntos, e acabou virando um podcast relâmpago. Trabalhamos lado a lado por uns seis anos. Ele é formado em administração, trabalhou com gestão de frotas e pós-venda e só depois migrou para o operacional: começou na higienização e aprendeu a polir na raiz, com boina de lã e massa.
Técnica sem gestão não para em pé
Esse é o motivo de eu ter chamado o Douglas para dar o curso comigo. Não adianta ser expert em polimento, cumprir prazo e entregar bem se as contas estão uma bagunça. A maioria das estéticas que fecham não fecha por falta de técnica.
E foi ele quem organizou boa parte do lado administrativo do estúdio: no escritório, tudo no papel, tudo planilhado. Ele também é quem me corrige no português dos vídeos.
Uma planilha que dá para alimentar
A planilha que ele montou é propositalmente simples:
- Os custos fixos (água, luz, telefone, internet, aluguel) entram uma vez.
- No dia a dia, você alimenta só os variáveis.
- Se for complicada demais, ninguém usa. E planilha que não é usada não serve para nada.
Parece óbvio, mas tem muito profissional que não sabe nem quanto custa o seu mês fixo.
O carro de um dia paga mais que o de quatro
Outra conta que a gente sempre faz: cobrar R$ 3.000 para “zerar” um carro e ficar quatro dias com ele não é bom negócio. Cobrar R$ 1.500 e entregar de um dia para o outro permite fazer três carros no mesmo período. Faturamento maior, mais clientes satisfeitos, menos risco (valores da época do vídeo).
Por isso falo tanto contra ficar dois, três dias polindo um carro. E contra encher a rede social de termos como “polimento técnico” e “polimento comercial”: o consumidor final não entende essa nomenclatura. O que ele entende é resultado e prazo.
Processo, não prateleira
A ideia é ter um processo e segui-lo:
- Um produto para vários usos: um bom selante ou coating que serve para caixa de roda, motor e plásticos internos sai mais barato no fim do que um frasco para cada coisa, mesmo custando mais na compra.
- No polimento, dois ou três produtos bons resolvem. Não precisa de um composto diferente para cada tipo de verniz.
- Atalhos de quem já errou: desmontando frisos de para-choque de certos SUVs, os grampos não saem inteiros. Em vez de perder meia hora tentando, use a ferramenta certa, quebre e já tenha grampo novo comprado.
Repare que aqui não é sobre marca. Sou técnico de uma marca e uso produto de outra quando ela resolve melhor. O que importa é o cliente feliz.
Cardápio e preço igual para todos
No curso, apresentamos o cardápio de serviços do estúdio: preparação e pintura, películas, customização e pacotes de detalhamento. Quando você decora o seu cardápio, explica o preço com mais didática e mais confiança. Mais sobre isso em café fecha negócios: o cardápio da estética.
E uma regra da casa: todo cliente paga o mesmo pelo mesmo serviço, seja o carro de R$ 15 mil ou de R$ 1,5 milhão.
Curso é o começo, não o fim
Sempre deixo claro: em dois dias você leva o conteúdo e a prática, mas domínio vem depois. Ou você estagia com um profissional mais experiente, ou bota a mão na massa. As dúvidas só aparecem quando você pratica. Se a residência não fosse importante, o médico não precisaria fazer anos dela antes de se especializar.
E se não for com a gente, tudo bem: há vários bons instrutores no mercado. O importante é escolher alguém que repasse conhecimento de verdade.
O que levar deste vídeo
- Gestão quebra mais estética do que falta de técnica.
- Planilha boa é a simples: fixos uma vez, variáveis no dia a dia.
- Prazo curto e preço justo rendem mais que o carro de quatro dias.
- Tenha um processo e poucos produtos que você domina.
- Depois do curso, estágio e prática.



