Nanoproteção em carro zero km e em carro usado: o que muda no preparo e na proteção
Um Honda Fit com 200 km e um Jetta com 30 mil km: por que até o zero precisa de refino, que proteção vai em cada um e o que fazer com bancos e vidros.
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Na mesma semana, dois carros brancos passaram pelo studio: um Honda Fit com 200 km, praticamente zero, e um Jetta com cerca de 30 mil km e um ano de uso. Os dois receberam nanoproteção, mas o caminho foi diferente. É um vídeo antigo do canal, e a lógica continua valendo.
O carro zero km também tem arranhão
Do pátio da fábrica até a sua garagem, o carro vem de cegonha, fica parado no estacionamento da concessionária e passa por várias lavagens, às vezes com pano qualquer. Resultado: microarranhões num carro de 200 km.
Por isso, antes de proteger o Fit, fizemos um refino e lustro para tirar essas marcas. Proteção não corrige nada: ela sela o que estiver embaixo.
O que o Fit recebeu
- Coating de até 3 anos na pintura (o frasco é para um carro inteiro, rodas incluídas).
- Impermeabilização dos bancos de tecido com nanotecnologia: o tecido continua respirando, mas a água escorre em vez de penetrar. Dá tempo de limpar um copo derramado antes de manchar. Dura até uns 6 meses, menos se o carro roda muito (aplicativo, por exemplo, com mais atrito de roupa).
- Repelente de chuva no para-brisa, de até 2 anos ou 80 mil passadas de limpador. Na estrada, com chuva, a água corre sozinha e muitas vezes nem precisa ligar o limpador.
A vantagem de proteger no zero: o interior está novo. Não precisa de higienização nem lavagem de estofado antes. É só revisar e proteger.
“Dura até 3 anos” depende de como o carro é lavado
Lavado com sabão em pó, detergente de louça ou produto de chassi de caminhão, nenhuma proteção dura. Com shampoo automotivo de pH neutro e manutenção numa estética de confiança, ela chega perto do prometido. Mais em como é testada a durabilidade de um coating.
E lembre: a gente só corrige o que o carro deixa corrigir. Carro muito arranhado não sai zerado.
O carro usado: corrigir antes de proteger
O Jetta tinha passado por uma pequena colisão na lateral traseira, que corrigimos, e tinha os microarranhões de um ano de uso. O trabalho:
- Polimento comercial para tirar os microarranhões. Veja polimento comercial: ativação de brilho.
- Selante cerâmico de até 1 ano na pintura: mais fácil de aplicar e mais em conta que o coating, ótimo para carro com pouco defeito. A diferença para o coating está na durabilidade do brilho e da repelência.
- Higienização interna completa: teto, painel e bancos de couro.
- Proteção dos bancos de couro, que deixa o couro respirar e repelir líquidos, por até uns 4 meses. Os bancos da frente gastam antes dos de trás.
- Repelente no para-brisa.
Banco de couro não brilha
Couro limpo e hidratado é macio, cheiroso e fosco. Banco brilhando é gordura do corpo acumulada: está pedindo higienização.
Uma dica de pintura do Jetta
Na lateral, a porta batida foi pintada com a tinta em degradê e o verniz na peça toda. Retoque curto no meio da peça, com verniz só no local, acaba aparecendo. Com o acerto de cor perto de 90% e o degradê, olhando o carro com lanterna, não se vê diferença. Quando uma peça vizinha precisa receber a cor, cobramos esse alongamento à parte no orçamento.
O que levar deste vídeo
- Até o zero km pode precisar de refino antes da proteção.
- Zero km: coating, impermeabilização e repelente, sem precisar higienizar antes.
- Usado: corrigir primeiro, depois proteger; selante de 1 ano é uma boa opção.
- A durabilidade depende da lavagem: pH neutro e manutenção.
- Couro brilhando é sujeira, não hidratação.



