Nanoproteção em carro zero km e em carro usado: o que muda no preparo e na proteção

Um Honda Fit com 200 km e um Jetta com 30 mil km: por que até o zero precisa de refino, que proteção vai em cada um e o que fazer com bancos e vidros.

Coating e proteção

Prefere assistir? Esse post saiu deste vídeo do canal. Abrir no YouTube →

Na mesma semana, dois carros brancos passaram pelo studio: um Honda Fit com 200 km, praticamente zero, e um Jetta com cerca de 30 mil km e um ano de uso. Os dois receberam nanoproteção, mas o caminho foi diferente. É um vídeo antigo do canal, e a lógica continua valendo.

O carro zero km também tem arranhão

Do pátio da fábrica até a sua garagem, o carro vem de cegonha, fica parado no estacionamento da concessionária e passa por várias lavagens, às vezes com pano qualquer. Resultado: microarranhões num carro de 200 km.

Por isso, antes de proteger o Fit, fizemos um refino e lustro para tirar essas marcas. Proteção não corrige nada: ela sela o que estiver embaixo.

O que o Fit recebeu

  • Coating de até 3 anos na pintura (o frasco é para um carro inteiro, rodas incluídas).
  • Impermeabilização dos bancos de tecido com nanotecnologia: o tecido continua respirando, mas a água escorre em vez de penetrar. Dá tempo de limpar um copo derramado antes de manchar. Dura até uns 6 meses, menos se o carro roda muito (aplicativo, por exemplo, com mais atrito de roupa).
  • Repelente de chuva no para-brisa, de até 2 anos ou 80 mil passadas de limpador. Na estrada, com chuva, a água corre sozinha e muitas vezes nem precisa ligar o limpador.

A vantagem de proteger no zero: o interior está novo. Não precisa de higienização nem lavagem de estofado antes. É só revisar e proteger.

“Dura até 3 anos” depende de como o carro é lavado

Lavado com sabão em pó, detergente de louça ou produto de chassi de caminhão, nenhuma proteção dura. Com shampoo automotivo de pH neutro e manutenção numa estética de confiança, ela chega perto do prometido. Mais em como é testada a durabilidade de um coating.

E lembre: a gente só corrige o que o carro deixa corrigir. Carro muito arranhado não sai zerado.

O carro usado: corrigir antes de proteger

O Jetta tinha passado por uma pequena colisão na lateral traseira, que corrigimos, e tinha os microarranhões de um ano de uso. O trabalho:

  • Polimento comercial para tirar os microarranhões. Veja polimento comercial: ativação de brilho.
  • Selante cerâmico de até 1 ano na pintura: mais fácil de aplicar e mais em conta que o coating, ótimo para carro com pouco defeito. A diferença para o coating está na durabilidade do brilho e da repelência.
  • Higienização interna completa: teto, painel e bancos de couro.
  • Proteção dos bancos de couro, que deixa o couro respirar e repelir líquidos, por até uns 4 meses. Os bancos da frente gastam antes dos de trás.
  • Repelente no para-brisa.

Banco de couro não brilha

Couro limpo e hidratado é macio, cheiroso e fosco. Banco brilhando é gordura do corpo acumulada: está pedindo higienização.

Uma dica de pintura do Jetta

Na lateral, a porta batida foi pintada com a tinta em degradê e o verniz na peça toda. Retoque curto no meio da peça, com verniz só no local, acaba aparecendo. Com o acerto de cor perto de 90% e o degradê, olhando o carro com lanterna, não se vê diferença. Quando uma peça vizinha precisa receber a cor, cobramos esse alongamento à parte no orçamento.

O que levar deste vídeo

  • Até o zero km pode precisar de refino antes da proteção.
  • Zero km: coating, impermeabilização e repelente, sem precisar higienizar antes.
  • Usado: corrigir primeiro, depois proteger; selante de 1 ano é uma boa opção.
  • A durabilidade depende da lavagem: pH neutro e manutenção.
  • Couro brilhando é sujeira, não hidratação.

Leia também