Pintura de couro no banco do Fusion: tirar o áspero sem massa, e por que pintei de cortesia

A tinta nos bancos do Fusion: ativador na balança, tinta coada, demãos empoeiradas, lixa fina no áspero em vez de massa e a conta da cortesia.

Pintura e reparo rápidoCouro e interior

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Esta é a parte da aplicação da tinta nos bancos do Fusion, como aula aberta do Repara Couro. A preparação, o isolamento e o primer estão em introdução à pintura de couro.

Ativador não é catalisador

A tinta precisa ser ativada, mas o ativador não funciona como catalisador de tinta automotiva: a quantidade é pequena e não pode passar.

  • Zere a balança com o copo, coloque a tinta (aqui, cerca de 69 g).
  • Adicione 1% de ativador: 0,7 g.
  • Pode colocar menos, nunca mais. Em excesso, a tinta fica borrachuda.

A tinta que sobrou sem ativador não se perde: guarde num vidro fechado. Quando entrar um banco de cor parecida, você ajusta a cor a partir dela.

Coe a tinta

Tem pintor que não usa coador. Eu uso sempre: garante que nenhuma sujeira vai para a pistola. E como a tinta é à base d’água, a pistola é limpa com água.

Demãos empoeiradas, não carregadas

Mesmo sendo à base d’água, a tinta de couro não pode ser aplicada molhada demais. As primeiras demãos são mais esfumaçadas, deixando secar entre uma e outra. Se você carrega, cria uma camada grossa e elástica que pode até soltar inteira. A tinta vai ficando fosca, e está certo.

Primeiro cubra os defeitos, depois as linhas do banco, para deixar tudo da mesma cor. Onde não tem defeito, quase não vai tinta: é o degradê que evita diferença de cor com a parte que não foi pintada. Um pouco de ar quente com o soprador ajuda a secar entre as demãos.

O áspero sai com lixa, não com massa

Em cima das costuras, havia um defeito áspero. Eu poderia ter aplicado massa, mas massa em cima da costura fica aparente. Fiz assim:

  1. Esperei a tinta secar bem.
  2. Uma lixa fina, de leve, só no áspero.
  3. Ar para tirar a poeira.
  4. Uma demão leve de tinta só ali.

A própria tinta escondeu o defeito, sem massa, mantendo as rugas e as características originais do banco. Muita gente que faz restauração enche banco rasgado de massa. Eu não vejo lucro nisso: perde muito tempo, e nesse caso o cliente faria melhor trocando a capa.

Depois da última demão, só o verniz: uma demão empoeirada, outra mais carregada e a terceira fechando. Veja pintura de banco de couro com pistola.

A conta da cortesia

Este cliente fez um projeto de cerca de R$ 10 a 11 mil, com película cerâmica e detalhamento (valores da época do vídeo). Em vez de dar desconto à vista, eu pinto os bancos de cortesia.

  • Pintura dos bancos: uns R$ 60 de material e 2 horas de trabalho.
  • Desconto de 10% no projeto: cerca de R$ 1.000.

É muito melhor investir R$ 60 e 2 horas do que abrir mão de R$ 1.000 de faturamento. E o cliente sai com um benefício que ele vê e sente toda vez que entra no carro.

O que levar deste vídeo

  • Ativador 1%: menos pode, mais deixa a tinta borrachuda.
  • Guarde a sobra sem ativador para ajustar cores parecidas.
  • Coe a tinta e aplique em demãos empoeiradas.
  • Áspero em cima da costura: lixa fina e tinta, sem massa.
  • Cortesia bem escolhida custa menos que desconto.

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