Léo, de Brusque: recomeçar num espaço menor e crescer mais rápido com reparo e couro
O Léo trabalha com estética desde 1998. Depois de sair de um espaço de 500 m², recomeçou com quatro boxes e cresceu mais rápido com pintura fast e couro.
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O Léo tem uma estética em Brusque, Santa Catarina, e trabalha com isso desde 1998. Eu tenho um carinho enorme por ele, e queria muito gravar esta conversa.
De hobby a profissão
Desde moleque gostava de lavar o carro e a moto do pai. Fez um curso de polimento numa oficina de lataria e levou aquilo como hobby por muitos anos. Até que o hobby virou ganha-pão: começou como bico, fez mais cursos e abriu a primeira estética. Durante anos trabalhou só com estética, chegando a ser instrutor de polimento.
Há uns dois anos e meio, me conheceu num curso que eu dei numa loja da região e entrou no reparo rápido. Para ele, foi o que abriu um mercado maior dentro da estética: os pequenos reparos.
Recomeçar mais rápido
Em 2022, por um imprevisto, ele teve que desocupar o imóvel grande, de 500 m², e recomeçar praticamente do zero. Hoje trabalha num espaço com quatro boxes. E está crescendo muito mais rápido do que da primeira vez: o que levou anos para construir antes, agora está acontecendo em pouco tempo, com a bagagem do reparo rápido.
Ele não esperou
O que eu mais admiro no Léo: terminou o curso e saiu comprando o que precisava e colocando a mão na massa. Pistola, aparelho de ultravioleta, tudo. Não esperou amadurecer. Começou com rodas, para-choques de lojista, o que aparecesse.
O primeiro carro de cliente foi um Mini Cooper. Ele ficou arrepiado: “vou começar já num carro desses?”. Quando o dono veio buscar, perguntou onde tinha sido feito o reparo. Não achou.
Couro e personalização
Ele pinta couro desde 2019. Quando fez o curso de restauração de couro, já sabia que o foco seria outro: personalização de interior. Saiu do curso e transformou um interior preto num laranja, o único da região. O dono mostra para todo mundo até hoje. Veja pintura de banco de couro.
A ideia da tampa do tanque (que eu nunca tinha usado)
A maior dificuldade dele com o reparo rápido é o acerto de cor. A casa de tintas às vezes leva até três ou quatro dias para acertar, como numa caminhonete zero em que a cor do para-choque não batia com a dos plásticos.
A solução dele, que eu achei genial: tira uma amostra do carro (a tampa do tanque ou a capa do retrovisor) e devolve o carro para o cliente usar. Quando a tinta fica pronta, liga para o cliente. Ele encosta de manhã e sai no fim do dia, ou no dia seguinte, já lavado e cheiroso. E aproveita para vender uma lavagem, uma higienização, no mínimo uma oxi-sanitização.
No meu caso, os carros ficam dois ou três dias para higienização, martelinho de ouro ou película, e dá tempo de acertar a cor. Mas num espaço pequeno como o do Léo, deixar um carro parado três dias esperando tinta derruba a operação. Leia também a Batcaverna da estética, onde vi outra versão desse truque.
O cliente que já sabe onde ir
Um cliente dele, piloto de rali, foi dar uma volta numa estrada de terra com a caminhonete nova, encostou num ônibus numa estrada estreita e chegou em casa coberto de barro até o teto. Disse para a esposa: “Só leva pro Léo, ele resolve.” É isso que eu chamo de cliente três em um: a venda é natural, você só mostra que resolve o problema dele num lugar só.
O conselho dele
O Léo também dá curso de detalhamento, individual e presencial. A um aluno novo, recomendou fazer junto o curso de reparo rápido, para já entrar no mercado completo.
O que levar deste vídeo
- Coloque em prática logo depois do curso.
- Comece com rodas e para-choques de lojista.
- Para o acerto de cor, leve a amostra e devolva o carro ao cliente.
- Entregue lavado e cheiroso, e venda o serviço extra.
- Espaço menor pode significar mais lucro, não menos.



