A regra universal da gramatura de lixa: por que começar na 80 pode estragar um reparo pequeno
80, 150, 220, 320 e 400: a sequência é fixa, mas o ponto de partida não. Quanto mais agressiva a primeira lixa, maior fica o reparo, o primer e a tinta.
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Uma pergunta que eu ouço em todo curso: “Junior, sempre que eu for aplicar massa, eu tenho que começar com a lixa 80?”. Não. E entender o porquê disso economiza tempo, material e evita mancha no reparo.
A sequência é fixa
A regra universal é esta: se você começou com 80, o caminho é 80, 150, 220, 320 e 400. Cada lixa tira o risco da anterior, e você não pula etapa.
O que muda é onde você começa.
Quanto mais agressivo, maior o reparo
Imagine um amassadinho pequeno no meio da porta. Se você ataca com a 80, os riscos dela se espalham além do dano. Aí a 150 precisa passar por cima de toda a área riscada pela 80, a 220 por cima da área da 150, e assim por diante. A cada lixa, o reparo estica mais.
Um dano pequeno vira uma área grande de preparação. Mais primer, mais tinta, mais alongamento. E se for uma porta prata, você acaba pintando a porta inteira. No sol, o meio da porta fica de um tom e a borda de outro, tudo por causa de uma batidinha.
Quanto menos agressivo você for, menos você abre a preparação.
Como começar certo
Na prática:
- Dano bem pequeno e superficial: muitas vezes dá para tirar a tinta e já aplicar massa começando na 150.
- Precisou de 80? Use só exatamente onde vai ficar a massa e desbaste em volta com a 150.
- Depois da massa: comece na 150 para tirar a “cabecinha” da massa e já pule para a 220.
O primer termina onde terminou a preparação. A tinta vai uns três dedos além, e o alongamento, se precisar, vai um pouco mais. Tudo isso cresce junto com o tamanho do lixamento inicial. Detalhei a preparação completa em preparação para pintura: lixas, massa e primer.
Avalie antes de pegar a lixa
Antes de orçar e antes de começar um reparo rápido, olhe a peça no ângulo de luz. Está amassado ou é só um risco? Onde exatamente está o dano? Essa avaliação decide a primeira lixa e, com ela, o tamanho de todo o trabalho.
É por isso que, num caso como o de um amassadinho, eu digo que micropintura não resolve: você cobre com a cor do carro, passa um taquinho reto para tirar o excesso, e o buraco continua lá. Falei disso em micropintura não é conserto definitivo.
Retoque em coluna: uma mancha em vez de duas
No vídeo também mostro um caso de retoque em coluna. Tem pintor que prefere fazer “retoque seco” em dois pontos separados. O problema é que você cria dois riscos de mancha.
O que vale mais a pena: verniz na coluna inteira, que não tem confronto com outra peça, e o retoque de cor só no ponto do dano, com a fita virada para suavizar a borda. Se aparecer alguma marca, é uma só, exatamente na fita virada.
O que levar deste vídeo
- A sequência é 80, 150, 220, 320 e 400, sem pular etapa.
- O ponto de partida depende do dano: nem todo reparo começa na 80.
- Lixa agressiva demais estica o reparo, o primer e a tinta.
- Avalie no ângulo de luz antes de orçar e de lixar.
- Em coluna, verniz na peça toda e retoque com fita virada: um risco de mancha em vez de dois.



