De onde veio o Repara Fast: a dor que as estéticas me contavam nos treinamentos
Numa feira, conheci a linha de ultravioleta. Nos treinamentos, ouvia que o cliente ia para a funilaria e não voltava. Assim nasceu o curso de reparo rápido.
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O Bruno me perguntou de onde veio a ideia do Repara Fast. A história começa há uns cinco, seis anos.
A feira e a linha de ultravioleta
Na segunda vez que fui à Automec, em São Paulo, conheci quem estava lançando no Brasil uma linha de reparação com ultravioleta, com o equipamento de secagem. Eu já fazia reparo rápido aqui no studio com produtos convencionais. Ali eu vi o tamanho do que dava para fazer.
A pergunta que todo mundo fazia
Na mesma época, comecei a viajar dando treinamento de coating pelo Brasil. E muitos profissionais de estética me perguntavam: “Júnior, você trabalha com pintura, né? Como faz uma pintura rápida? Eu dou o orçamento, mando o cliente para a funilaria e ele não volta.”
E não volta mesmo: a funilaria pinta, e já vende o polimento. A estética perde o cliente. Percebi que existia um nicho que ninguém estava explorando, e criei o curso de reparação rápida.
Os primeiros alunos
As primeiras turmas foram presenciais, aqui no studio. Muitos dos primeiros eram gestores e não colocaram em prática. A turma seguinte teve alunos que começaram a pintar logo, e alguns trabalham com reparo rápido há anos, como o Victor, de Cruz Alta e o Léo, de Brusque.
O aluno que queria pintar uma lateral
Num treinamento em Santa Catarina, um aluno que fazia martelinho de ouro estava visivelmente desanimado. Eu ensinava técnicas pequenas, e ele queria pintar uma lateral inteira, passar massa, acertar vinco.
O dono do espaço tinha uma Saveiro batida. Desmontamos a lateral e fizemos funilaria do jeito tradicional. Ele não sabia trabalhar massa nem usar taco grande, então improvisamos um taco de madeira para ele não deixar a lateral torta. Sem papel de controle de lixamento à mão, usamos uma poeirinha de spray: foi aí que nasceu o meu hábito do controle de lixamento com spray.
Se eu não tivesse conteúdo para adaptar, ele teria largado o curso no meio. Dominar a técnica é o que permite transformar a experiência do aluno, ou do cliente.
A conta que não fecha
Estética só com lavagem, enceramento e coating, para a grande maioria, não dá lucro. Existe quem ganhe muito dinheiro? Existe: um ponto na frente de um shopping, numa avenida movimentada. Mas estou falando dos outros 80%: quem pegou a rescisão, comprou uma lavadora e um aspirador, ou realizou o sonho de ter uma estética sem entender de gestão. Sem aumentar o ticket de cada cliente, não há como ter lucro.
Não precisa de cabine para tudo
Quando eu digo que não precisa de cabine, falo de pintar um friso, uma capa de retrovisor, quatro pinças, um banco de couro com tinta à base d’água. Para um para-choque, construa uma cabine, com filtro adequado. E descarte o tíner corretamente: eu tenho as notas do recolhimento. Veja errei o acerto de cor da Cayenne?.
O que levar deste vídeo
- O Repara Fast nasceu de uma dor real: o cliente que ia para a funilaria e não voltava.
- Quem faz curso e não pratica não colhe resultado.
- Dominar a técnica permite adaptar o ensino e o serviço.
- Sem ticket maior, a estética comum não fecha a conta.
- Pequenos reparos sem cabine; para-choque com cabine e descarte correto.



