Range Rover Evoque: por que a gente desmonta para pintar, grades coladas e coating no fim
Rodas em black piano, emblemas na cor original, peças coladas e coating: o que este Evoque ensina sobre desmontar, esperar a tinta e ser transparente.
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Este é um projeto antigo do canal, com um Range Rover Evoque. Não é o mesmo carro do Evoque All Black: aqui o cliente quis manter várias características originais. O escopo:
- Rodas em black piano, por dentro e por fora.
- Emblemas e letras retirados e pintados na cor original (sugeri black piano para combinar com as rodas, mas o cliente preferiu a originalidade).
- Recuperação de peças do para-choque dianteiro e do acabamento preto acetinado, que não é liso: a textura também precisa ser refeita.
- Retoque no para-choque traseiro para igualar o tom do prata.
- Polimento técnico completo e coating com proteção de até três anos.
- Limpeza e proteção dos bancos de couro caramelo.
Por que desmontar em vez de pintar no lugar
A maioria pinta o para-choque no carro e não consegue um acabamento perfeito. Um exemplo: o acabamento preto do esguicho do farol fica no meio do para-choque. Pintando no lugar, não dá para isolar direito, a tinta escorre por baixo e o acabamento fica feio. Por isso, aqui a gente desmonta tudo o que dá para fazer a preparação e a pintura separadas. Com as peças no lugar, é quase impossível um acabamento perfeito.
As rodas vão para o borracheiro parceiro, que desmonta os pneus e tira os chumbos do balanceamento. Assim dá para preparar e pintar a roda inteira, por dentro também. Depois ele monta e balanceia de novo.
Não aplique verniz em cima de tinta úmida
Se o verniz catalisado vai por cima de uma tinta que ainda não evaporou, ele forma uma camada dura por cima e a tinta embaixo continua tentando evaporar. O resultado: o brilho cai, o verniz murcha, ou a camada descola na hora do polimento. Por isso a pintura não combina com pressa. Em projeto grande, eu prefiro pintar quando a equipe já foi embora, com calma, do início ao fim.
Sobre o intervalo certo entre tinta e verniz, veja o Polo prata sem edição.
Peças coladas: o problema é esconder do cliente
As grades deste carro estavam todas coladas: alguém tinha derretido e colado com cola de para-brisa. Não dava para tirar sem quebrar, então a preparação teve que ser feita com elas no lugar. Os esguichos do farol eu consegui desmontar.
Colar não é errado, desde que o cliente saiba. Já tivemos casos em que a grade nova era muito cara e o cliente escolheu colar e recuperar. O errado é recuperar e dizer ao cliente que trocou.
Pinte as duas peças para não dar diferença
Uma das peças estava arranhada e também estava colada. Pintei ela e a peça do outro lado, para não ficar diferença de tom nem de brilho entre os dois lados. São os detalhes que fazem a diferença.
Polimento de repintura no fim
Toda repintura pega alguma micro sujeira, até numa cabine de primeira. Depois da pintura, a equipe lixa para igualar a textura com a pintura original e faz o polimento de repintura. Só então o carro inteiro passa pelo polimento técnico e recebe o coating. Leia polimento de repintura: velocidade, pressão e rotação.
O que levar deste vídeo
- Desmonte o que dá: acabamento perfeito com a peça no carro é quase impossível.
- Roda em black piano: sem pneu e sem chumbo, por dentro e por fora.
- Nunca aplique verniz sobre tinta que ainda não evaporou.
- Peça colada pode ser recuperada, com o cliente sabendo.
- Pintou um lado? Pinte o par para igualar tom e brilho.
- Projeto completo termina em polimento e coating.



