Pajero TR4 para expedição: um projeto completo de reparo, detalhamento e proteção em uma semana

Rodas diamantadas, lateral e para-choque repintados, lanternas revigoradas com verniz, PPF na frente e coating: tudo que entrou num projeto de uma semana.

Coating e proteçãoPintura e reparo rápidoLavagem e higienização

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Este projeto começou com o carro da esposa do cliente. Fizemos um zero km para ela, ele conheceu o estúdio e voltou com um pedido: “Júnior, estou atrás de uma TR4 para pescar, passear e fazer expedição”. Expedição é diferente de trilha: é estrada irregular com espírito off-road, sem situação extrema.

Ajudei na escolha do carro, ele foi me mandando fotos até achar a TR4 certa, e trouxe para o estúdio com uma lista enorme. Fizemos tudo em uma semana.

O que entrou no projeto

  • Rodas: diamantadas com o interior preto, pinças e cubos pintados de preto com brilho.
  • Lateral traseira e para-choque traseiro: recuperação, preparação e pintura.
  • Pequenos amassados: martelinho de ouro.
  • Lanternas traseiras: revigoradas e levemente escurecidas.
  • Frisos: pintados na cor do carro.
  • Correção da pintura e detalhamento completo.
  • PPF na frente: capô, para-choque, faróis, para-lamas, capas de retrovisor, áreas de abertura de porta, maçanetas e soleiras.
  • Coating na pintura, proteção no couro e nos acabamentos, proteção específica sobre o PPF e no para-brisa.
  • Película nova com proteção UV, estribos e tapete de couro sintético para proteger o carpete nas pescarias.

Reparo: pinta primeiro, martelinho depois

O carro entrou e no mesmo dia já estava preparado e pintado. O que mais incomodava o cliente era a batida na lateral, então comecei por ela.

E os pequenos amassados de martelinho de ouro? Ficaram para depois da pintura e antes do lixamento. Onde o martelinho atua não tem massa, só verniz. Assim, o funileiro faz o trabalho dele, eu lixo e polo, e fica perfeito, sem perder tempo esperando uma etapa pela outra.

Algumas dicas da preparação:

  • Controle de lixamento com spray. Uma poeirinha de spray preto mostra onde a lixa ainda não passou. Depois, uma 1500 tira o que pegou fora.
  • Massa flexível para plástico no para-choque. Ali até daria para usar massa comum, porque a área era rígida, mas não custa respeitar o processo.
  • Uma massa só, bem dada. Gosto de dar uma camada um pouco mais alta para não precisar de três, quatro aplicações.
  • No para-choque, tinta só no canto que encosta na lateral, onde há confronto de cor. No resto da peça, só verniz.

Detalhei a sequência de lixas e o primer no post sobre preparação para pintura.

Deixei a pintura cascuda de propósito

No vídeo, chego perto da lâmpada e mostro: a lateral repintada ficou mais texturizada que a original. Foi proposital.

Eu preciso lixar, catar as microssujeiras e polir. Se eu deixar a pintura lisa, depois do polimento essas peças ficam lisas demais, e qualquer pessoa que entende percebe a repintura pela textura. Expliquei isso no post sobre o capô liso demais e na técnica de verniz em quatro demãos.

Lanternas revigoradas com verniz

As lanternas traseiras estavam bem desbotadas. Tentamos primeiro o polímero aplicado com vapor, mas o resultado não ficou bom. Então lixamos de novo e apliquei verniz, tingido de leve para dar uma escurecida sem perder o padrão original. O policarbonato tinha muita marca de uso, e o verniz devolveu a aparência de lanterna original.

Neste projeto, isso foi cortesia. Mas é uma técnica que você pode cobrar, e pode deixar mais claro ou mais escuro conforme o cliente quiser. Depois o cliente pediu um pouco mais escuro e voltamos a escurecer. A técnica de restauração de farol está no post sobre lixamento e verniz no farol.

Adesivo por cima do verniz

O cliente comprou frisos novos num marketplace, mas eram mais estreitos que os originais e iam deixar marca. Então pintei os frisos originais na cor do carro.

Ele também comprou um adesivo com o nome da marca para os frisos. Coloquei por cima do verniz, não por baixo. Se ele não gostar, tiro o adesivo. Se estivesse sob o verniz, eu teria que pintar tudo de novo.

PPF na frente, coating no resto

Para um carro de expedição, a frente é onde batem as pedras. Por isso, PPF em toda a parte frontal e nas áreas de contato. Antes do PPF, retocamos com pincel as batidinhas de pedra: o filme cobre e devolve o brilho, escondendo esses pontos. O PPF não muda a tonalidade da pintura e fica com um brilho muito bonito.

No resto do carro, coating na pintura e proteções específicas para couro, plásticos, PPF e para-brisa. Comparei os tipos de proteção no post sobre cera, selante ou coating.

A experiência completa

Esse é o tipo de projeto que mais fazemos no estúdio: o cliente deixa o carro e pega pronto, com tudo resolvido num lugar só. Para isso, eu trabalho com parceiros de confiança: o instalador de película que trabalha comigo há uns 20 anos, o aplicador de PPF que vem depois do expediente, o parceiro que diamanta as rodas. Contei como organizo isso no tour do estúdio.

O que levar deste vídeo

  • Comece pelo que mais incomoda o cliente.
  • Martelinho de ouro depois da pintura e antes do lixamento, onde só há verniz.
  • Spray preto como guia de lixamento.
  • Repintura um pouco mais cascuda para polir e chegar na textura original.
  • Lanterna desbotada: verniz levemente tingido revigora sem perder o original.
  • Adesivo decorativo por cima do verniz, para poder tirar.
  • Carro de expedição: PPF na frente, coating no resto.

A pintura rápida de lateral e para-choque, como neste projeto, é o que eu ensino no Repara Fast.

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