Por dentro do meu pacote mais premium: a proteção completa de um Haval H6 zero
PPF na frente, coating na pintura, proteção no couro, plásticos e vidros, e película: o que entra no meu pacote premium e como venci a concessionária.
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Um cliente indicado chegou com um Haval H6 com 37 km no painel e uma toalha em cima do banco. Tinha orçamentos mais baratos, e a concessionária ligava para ele de meia em meia hora para fechar a proteção. Ele fechou comigo, pelo mesmo valor que a concessionária pedia: uns R$ 15 mil no projeto todo.
Como eu venci a concessionária
Quando você tira um carro zero, a concessionária te enxerga como uma lista de vendas. Ela oferece tudo o que eu ofereci. A diferença está em quem faz e com o quê.
Grande parte dos acessórios de concessionária é terceirizada. Se o cliente paga R$ 15 mil lá, quem executa recebe algo como R$ 8 mil, porque o resto é margem da concessionária. Para fazer o trabalho por R$ 8 mil, onde o terceirizado economiza? No material: PPF de baixa qualidade e um “vitrificador de três anos” que custa R$ 40 a R$ 90 e não dura seis meses.
O que convenceu o cliente foi a explicação técnica. Eu disse: pesquise na internet quanto custa cada produto que eu vou aplicar, e você vai entender de onde vem o meu valor. Hoje não existe mais cliente leigo. Passe informação real.
Por isso, quando me pedem orçamento por telefone, eu peço para o cliente vir ao estúdio. Aqui eu entendo o projeto e explico o que faz sentido para ele.
O que entrou no pacote, item por item
PPF na frente toda
O PPF é uma proteção mecânica: uma película plástica sobre a pintura. Se uma pedra bate, machuca o PPF, não a pintura original. Tem PPF de entrada barato e PPF premium; usamos um de linha superior.
Onde aplicamos:
- Capô, para-choque dianteiro, paralamas e faróis, com as dobras feitas na borda.
- Capas de retrovisor, que levam muita pedra.
- Dentro da “saboneteira” das maçanetas, onde a unha marca.
- Na borda das portas, que bate na parede da garagem.
- Nas peças black piano, que riscam fácil e, por serem plástico sem pintura, são difíceis de corrigir no polimento.
- Na soleira, onde pé e sapato arranham.
- PPF fosco na tela da central, para não refletir nos olhos à noite.
A grade levou de cortesia.
PPF pode ser autorregenerativo (o risco leve some sozinho) ou regenerativo, que precisa de calor: no primeiro sol, volta ao normal. E se machucar de verdade, troca-se a película da peça.
Proteção química sobre o PPF
Sobre o PPF, aplicamos uma proteção própria para película, que deixa o toque liso, dá brilho e, principalmente, protege dos raios UV. A maioria dos PPFs tem garantia longa, mas com o tempo amarela pelo sol. Num investimento desse tamanho, vale proteger. Uma frontal completa em PPF estava na casa de R$ 9.500, com essa proteção incluída.
Coating na pintura
No resto da pintura (portas, laterais e traseira), aplicamos um coating de alta durabilidade, de até três anos de brilho, toque e repelência à água.
Até três anos se o cliente cuidar: lavar uma vez por semana e fazer uma lavagem detalhada de revisão a cada seis meses. Se sair daqui e lavar com desengraxante e esponja de colchão, vai durar um ano e pouco. Explicar isso faz parte da venda certa. E quem chega com toalha no banco de um carro com 37 km vai cuidar.
Couro: fácil de limpar, não “blindado”
O interior era claro. Eu avisei o cliente: quem escolhe interior dessa cor vai sofrer. Calça jeans mancha, vai sujar.
Aplicamos uma proteção de nanotecnologia em todo o couro, legítimo e sintético. Ela não impede que suje ou manche. Ela faz a sujeira sair com mais facilidade e mantém o couro original por mais tempo. Não diga ao cliente que o produto “blinda” o banco. Diga o que ele realmente faz.
Plásticos, rodas e caixas de roda
Em tudo o que não era couro nem pintura (painel, plásticos internos, rodas, caixas de roda, aberturas de porta), aplicamos uma proteção que mantém a característica original: o que tem brilho continua com brilho, o que é fosco continua fosco. Ela diminui a aderência da sujeira e facilita a limpeza.
Vidros
Repelente de água em todos os vidros, de cortesia no pacote premium. É o produto que o cliente mais “sente”: no primeiro dia de chuva, ele enxerga melhor. É segurança para ele e para a família.
Película
Película de nanocerâmica: transparente no para-brisa e no teto solar, e mais escura nas laterais. Ela segura o calor que entra pelo vidro, que é o que esquenta o rosto numa viagem ou as pernas no verão.
E a pedra no capô?
No mesmo dia, havia no estúdio outro carro, sem PPF, com uma batida de pedra de estrada no capô. É exatamente o que o PPF teria evitado. Ali fizemos uma micropintura de cortesia e uma lavagem detalhada, porque o carro ia para a venda. Se não vender, o dono vai colocar PPF no capô: ele viaja muito.
Preço por peça, sempre explicado
Nesse mesmo dia, pintei um para-choque traseiro de três cores. No meu cardápio, na época: R$ 950 por peça mais R$ 350 de desmontagem e montagem, e cobrei R$ 300 a mais pelas cores extras. Num Compass, o canto do para-choque saiu pela metade: R$ 650.
E micropintura? Como não fica perfeita, eu não cobro por ela. Num caso, cobrei só a lavagem detalhada e fiz a micropintura de cortesia. Se o cliente gostar, ganhei o cliente. Se não gostar, ele não pagou por algo imperfeito.
Eu cobro pelo trabalho que vou ter, não pelo patrimônio do cliente. E o carro sempre sai lavado e aspirado, mesmo chovendo.
O que levar deste vídeo
- Concorrer com a concessionária é ganhar na explicação técnica e no material.
- Mostre ao cliente quanto custa o que você aplica.
- PPF protege mecanicamente; o coating e as proteções protegem quimicamente.
- Diga o que cada produto faz de verdade: “mais fácil de limpar”, não “não mancha”.
- Durabilidade depende do cuidado do cliente. Explique isso antes de vender.
- Traga o cliente ao estúdio: lá você entende o projeto e vende o pacote certo.
Os pacotes por perfil de cliente estão no post café fecha negócios, e a preparação da pintura antes da proteção, no post sobre polimento de carro novo só com roto orbital.



