Dionatan fez R$ 9 mil nas duas primeiras semanas depois do curso: de motorista de caminhão a estética de pesados

Ele estudou estética nas noites de estrada, começou na garagem com uma roto orbital emprestada e hoje pinta caminhão. Simplificar produto foi o segredo.

Histórias de alunosLavagem e higienizaçãoEventos, viagens e podcasts

Prefere assistir? Esse post saiu deste vídeo do canal. Abrir no YouTube →

O Dionatan tem uma estética voltada a veículos pesados: caminhões, ônibus, carretas. Ele fez a turma presencial do Repara Fast e esta conversa foi gravada logo depois. A continuação da história, com o pavilhão novo e o primeiro ano completo, está em R$ 110 mil a mais no primeiro ano.

Da boleia para a estética

Ele começou em 2010 instalando acessórios de caminhão: faróis, rádio, buzina, estofaria. Depois foi para a boleia e rodou o Brasil como motorista até 2020. Sempre foi caprichoso com os próprios caminhões.

Quando decidiu sair da estrada, começou a estudar estética nas noites de viagem. Foram dois anos estudando um pouquinho todo dia. Voltou para os acessórios por mais um ano e meio e, quando saiu, começou com muito pouco: alugou uma casa, montou na garagem, pegou uma roto orbital emprestada de um parceiro e comprou três compostos e duas boinas. Fez mais de dez carros com aquele par de boinas, polindo para lojista, às vezes na chuva.

A regra que guia a vida dele: é melhor subir degrau por degrau, entendendo o processo, do que colocar muito dinheiro e fechar em um ano.

Simplifique os produtos

Hoje ele tem um APC que usa em quase dez tipos de serviço, só mudando a diluição. Não precisa de um produto para cada coisa. E no grupo de alunos, quando alguém complica a escolha de verniz, ele é o primeiro a dizer: pega um verniz 5:1 e usa.

Uma roto orbital de R$ 900 faz o mesmo serviço que uma de R$ 5.000 (valores da época do vídeo). Muita estética pequena está remando não porque investe, mas porque gasta em coisas de que não precisa.

E produto top no para-lama não faz sentido se o resto do carro tem verniz comum. Se você gasta R$ 250 entre tempo e material e cobra R$ 350, ganhou R$ 100. Quem usa produto mais simples e entrega bem pode estar ganhando muito mais que você.

O que ele aprendeu com a micropintura

O Dionatan começou fazendo micropintura. Numa Montana vermelha, a cor ficou rosa. Cobrou R$ 400 e só teve incômodo: acabou não cobrando. Era o mesmo ciclo de sempre: o cliente vinha para um polimento, perguntava se dava para tirar um arranhão, e com a água no pescoço ele dizia que sim. Perdia o cliente.

É o que eu falo sempre: micropintura não é solução definitiva. O cliente é leigo e acha que vai ficar perfeito. Veja micropintura não é conserto definitivo.

Foi por isso que ele fez o curso. Hoje, se a frente do caminhão tem um arranhão, pinta a peça. Caminhão tem muitas peças separadas, então dá para desmontar, pintar e alongar o verniz. Ele pinta a frente de um caminhão em um dia.

R$ 9 mil em duas semanas

Ele pagou uns R$ 2.500 no curso. Nas duas primeiras semanas depois, faturou R$ 9.000 com pintura (valores da época do vídeo). Comprou uma pistola em torno de R$ 500, primer, e tinta: um litro na casa de R$ 100. E viu o nicho dele: caminhão, onde quase ninguém atende.

Agregar sem empurrar

Num caminhão que estava ali para polimento e lixamento das rodas de alumínio, ele olhou as rodas fora e imaginou os gomos e o cubo em preto. Mandou um vídeo para o cliente: “o preço normal é R$ 600, como você já está aqui, faço por R$ 400”. Fechou. Eu faço a mesma coisa com pinças: o carro já está no elevador, ofereço limpar e pintar na cor original.

O cliente traz um problema. Você não vende a tinta, vende o conhecimento para resolver o problema. E se o banco de couro dele está sujo, não deixe de oferecer.

Terceirize sem medo

“Não vou levar serviço para o concorrente.” Que concorrente? O cliente está com você. Se não faz, avise o cliente e terceirize, colocando sua despesa em cima. Eu faço isso com funilaria e com mecânica. O que importa é o cliente satisfeito no fim.

A confiança é o que vale. Um cliente do Dionatan, dono de uma frota de caminhões, deixou ele buscar em casa uma caminhonete que nem os filhos pegam.

A dica da chapinha

Toda vez que mandar fazer tinta, pinte uma chapinha e guarde junto com a tinta que sobrou. Quando aparecer outro carro da mesma montadora com a mesma cor, encosta a chapinha. Se bater, num retoque sem confronto, você nem precisa mandar fazer tinta. Num caminhão, o Dionatan usou 300 ml que tinham sobrado de outro serviço.

O que levar deste vídeo

  • Degrau por degrau: entenda o processo antes de investir.
  • Simplifique: um produto bem usado vale mais que dez.
  • Micropintura gera expectativa que não se cumpre.
  • Ache o seu nicho, onde quase ninguém atende.
  • Agregue com naturalidade quando o carro já está ali.
  • Terceirize o que você não faz, com transparência.
  • Guarde tinta e chapinha de cada cor.

Leia também