Golf TSI, o resultado final: tudo o que foi feito em 15 dias e por que reparo rápido não é o segredo
O fechamento do Golf TSI na Série SPA: funilaria, pintura, detalhamento, proteções e farol. E a diferença entre venda casada e oferecer opções.
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Este é o episódio final do Golf TSI na Série SPA. A cliente viajou para o exterior e deixou o carro com a gente por uns 15 dias. É uma cliente antiga, que confia tudo ao studio: mecânica, elétrica, estética. Eu busco o carro em casa, resolvo e devolvo em casa. O começo do projeto está em base de cobertura e limpeza de caixa de roda no Golf TSI.
Tudo o que foi feito
Funilaria e pintura
- Os dois para-choques.
- A lateral do motorista: porta dianteira, porta traseira e lateral traseira.
Detalhamento externo
- Caixas de roda, lavagem detalhada, descontaminação e toda a preparação.
- Lixamento da lateral, polimento de corte com rotativa e acabamento com roto orbital.
- No capô, comparação de compostos para mostrar o que é corte e o que é refino, e que cada técnica depende da situação. Veja o segredo do polimento automotivo.
- Proteção em níveis diferentes, para comparar: cera de limpeza e cera de proteção, um selante no para-lama e coating na porta. Sobre a escolha, leia cera, selante ou coating.
- Vidros: remoção ácida e repelente no para-brisa e no teto.
- Rodas enviadas para recuperação e limpeza de motor.
Interior
- Limpeza de teto, painel e laterais de porta (o passo a passo está em higienização interna completa).
- Hidratação dos plásticos com o produto diluído 1 para 7, hidratação e proteção dos bancos de couro e nanoproteção nos plásticos internos.
Elétrica
- Troca do LED do xenon que estava queimado. O painel ainda acusava falha na luz de direção: era uma lâmpada H7 que acende quando você vira o volante para aquele lado. Trocada, farol e farolete funcionando.
As diluições usadas no projeto ficaram para uma aula própria: diluição certa com regra de três.
Reparo rápido é a porta de entrada, não o segredo
Muita gente critica o projeto antes de entender. Eu não tenho receita de riqueza. O que eu mostro é um jeito de trabalhar. O reparo rápido serve para atrair o cliente. Com o carro dentro do studio, você pode oferecer outros trabalhos: tirar o para-choque, preparar e pintar de um dia para o outro, enquanto o resto do carro é detalhado.
Um exemplo do mesmo dia: entrou uma Equinox para coating, que fiz por um valor promocional porque tinha o produto em estoque, cerca de R$ 2.500. Com o carro aqui, vendi a pintura das rodas e a plotagem dos cromados (cerca de R$ 600). Um ticket de uns R$ 4 mil, que entrou na quarta e saiu pronto (valores da época do vídeo).
Leia também o cliente que veio para um serviço e sai com três.
Isso não é venda casada
Venda casada é obrigar o cliente a comprar uma coisa para ter outra, como o banco que só libera o empréstimo se você fizer o seguro. Oferecer ao cliente o que o carro dele precisa, enquanto ele já está no studio, é dar oportunidade: “esse cromado te incomoda? Eu já faço a plotagem.” “Quer pintar as rodas? Já pinto.” Se ele não quiser, não compra.
Rápido custa mais
Tudo que você faz mais rápido, compactando o processo, é mais caro, como entregar uma encomenda por serviço expresso em vez do convencional. Se o cliente quer o carro no mesmo dia, isso tem preço.
E não trabalhe de graça para terceiros: tem aluno que deixava o instalador de PPF usar o espaço, a estrutura e o cliente dele, e não cobrava nada em cima. Estética não é ONG.
O que levar deste vídeo
- Um projeto completo junta pintura, detalhamento, proteção e pequenos reparos elétricos num só lugar.
- Falha de luz de direção no painel pode ser só uma lâmpada auxiliar H7.
- Reparo rápido atrai o cliente; o lucro vem dos serviços que ele soma ao carro.
- Oferecer opções não é venda casada: o cliente decide.
- Prazo curto tem preço maior.
- Se um parceiro usa seu espaço e seu cliente, cobre por isso.



